Carnaval (Não Faz Minha Cabeça)

Carnaval (Não Faz Minha Cabeça)
Ao contrário do que muitos pensam (e dizem) o carnaval não é uma festa brasileira. A festa se originou na Grécia, por volta dos anos 600 a.C como uma forma de cultuar os deuses do solo e da produção. Posteriormente a igreja católica adotou as festividades por serem regidas pelo calendário lunar cristão e que marcavam um período de "adeus a carne", em que a agricultura ficava sobressalente, enquanto deixavam os animais "descansarem", fazendo-se então uma grande comemoração com festejos populares de acordo com seus costumes, para indicar tal transposição. Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa , com exceção do Natal. A páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul) e a sexta-feira da paixão é a que antecede o domingo de páscoa, então a terça-feira de carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

O carnaval moderno com desfiles e fantasias é produto da sociedade vitoriana no século dezenove sendo que Paris foi uma das principais inspiradoras para esse modelo de comemoração. Somente em meados do século vinte que o Rio de Janeiro criou e exportou para o mundo o modelo atual regido por desfiles de escolas de sambra em uma "competição". Hoje, o Rio está no Guines Books como o maior carnaval do mundo, mas, infelizmente, não foi isso que deu ao país o título de país do carnaval, já que tal "apelido" surgiu anos depois com a ideia de turismo sexual presente e crescente no país, principalmente nas épocas de carnaval.

Cristãos católicos são os que mais agregam a festa por se tratar de algo divulgado em sua religião, o que não se divulgam é o culto à deuses pagãos como a deusa Momo, que representa nada menos que "Reclamona". O interessante é que transformaram a deusa (da mitologia grega) em um "rei" no período das festas, provavelmente na Espanha (a história não é muito certa quanto a isso) para caracterizar os sete pecados capitais. 

Hoje, podemos observar que os sete pecados representados pelo "rei do carnaval" não apenas é permitido durante a festa, como também difundido. As pessoas se permitem à um período de libertinagem e propiciação de pecados para no quinto dia se arrepender. Cada vez mais o capitalismo e as insanidades humanas criam um ambiente de "liberdade" mascarada por desejos e atitudes infames, pouca punição e descontrole levando o sacrifício de suas próprias crenças pelo prazer de ser "mundano". 

Sempre abominei o culto a mais de um deus, cresci em um ambiente teísta e cuidadosamente me informando sobre o significado religioso por trás de cada prática, visando não sacrificar minha crença. Crer por crer, somente, é mais repugnante do que não crer em nada. Por outro lado, a festa se tornou um ritual de músicas podres, e não me refiro ao samba ou às marchinhas, e uma obrigação da presença de algo descaracterizado e exageradamente voltado para a sexualidade torando uma alienação e um movimento anti-cultural, propagando a libertinagem espiritual e física. Os outros problemas que surgem nessa época, como acidentes, overdoses, estupros, assassinatos, são só consequências da desconscientização em massa.

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