Me diz

E agora, poeta, o que eis de fazer?
Se esgotei todo meu estoque de esperança tentando sobreviver ao antigo amor?
Me entregando a devaneios pra fugir da dor?
Cante pra mim, com tua doce voz!
Já que as cordas que me pendiam eu arranquei, com meus próprios dentes.
E não há aquelas mãos imaginárias manipulando a dança...
O que eu faço agora se, mesmo assim, insiste esse desespero?
Misturado com a revolta de ter perdido tanto tempo..
E nem adianta gritar porque não há ninguém acima de mim que possa me ouvir.
Me diga o que eu faço com essa dor que esgoela dentro do peito,
em tons agudos e tão cinzas que chegam a dar medo
e esse desejo infame de saciar meu desespero
com o sangue do maldito que colheu mais uma flor do meu jardim?

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