Marcha das Vadias: Uma Exigência de Respeito Sem Respeitar o Próximo

marcha das vadias
Durante a Jornada Mundial da Juventude, um evento da Igreja Católica, na praia de Copacabana, Rio, o grupo feminista que realizam a Marcha das Vadias resolveram aparecer, confrontando, inclusive, o Papa Francisco, em visita à cidade. Inclusive, segundo o site de notícias Terra, diz que a data foi escolhida justamente para confrontar a religiosidade.
O movimento surgiu a partir de um protesto realizado no dia 3 de abril de 2011 em Toronto, no Canadá, e desde então se internacionalizou, sendo realizado em diversas partes do mundo. Inicialmente a Marcha das Vadias protesta contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro teriam provocado a violência por seu comportamento. Por isso, marchavam contra o machismo, contando sobre os seus próprios casos de estupro. No entanto, o movimento ganhou traços fortes do feminismo e homossexualismo, tornando-se um movimento em busca de "direitos de igualdade" para classes exclusivistas. 
O mais agravante é que, assim como a "parada gay" o protesto passou a ser realizado com uma necessidade exagerada de chamar a atenção, pedindo não só direitos iguais, mas exclusivos à massa. Por todo o protesto pode-se ver pessoas nuas, ou semi-nuas, expondo-se categoricamente em um grito de desespero inconsciente. Assim a marcha das vadias perdeu seu foco já há algum tempo, descaracterizando o objetivo inicial e perdendo a credibilidade. 
Se não bastasse, no último protesto, realizado no Rio de Janeiro, como citado, os manifestantes, tanto da marcha das vadias quanto do LGBT, passaram dos limites, expondo não somente seus corpos num atentado ridículo ao pudor como mostrando que não merecem, em suma, o respeito que "exigem". Já dizia o velho ditado que "respeito se conquista" e o que o grupo mostrou foi total falta de respeito tanto com os fiéis que participavam do evento religioso quanto com a maior entidade católica. 
A medida que o grupo manifestante ia avançando em direção à Ipanema, os fiéis presentes começaram a revidar os gritos de ordem, principalmente quando esses referiam-se à descriminalização do aborto. Mas depois de certo momento, os manifestantes quebraram imagens, queimaram crucifixos e começaram a proferir ofensas diretamente para o papa e a igreja, além de manifestar contra o governo estadual e a polícia militar. Um barreira humana da Força Nacional foi armada, impedindo que o grupo se aproximasse mais do palco e dos fiéis reunidos. 
Particularmente, eu acreditei no movimento em suas origem e até defendi o mesmo, mas depois de um tempo, principalmente ao associar com as mesmas reivindicações da parada gay, deixei de apoiar. Não vejo  alguns dos temas abordados com direitos, mas sim como privilégios. O que digo, desde o princípio, é que todos têm direitos a escolher como viver, mas devem arcar com as consequências dessas escolhas, e ninguém, em absoluto, merece tratamento exclusivo simplesmente porque decidiu fazer parte de uma minoria (que nem é mais tão minoria assim). É claro que sou a favor do direito de igualdade, não apoio a homofobia nem a ideia de que uma mulher "deva" ser estrupada apenas por escolher vestir-se mais ousadamente, mas a partir do momento que alguém fere o direito de outrem, é necessário que acarrete-lhe as consequências disso. As pessoas envolvidas nesse "protesto" não merecem meu respeito. 

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