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Mostrando postagens de Outubro, 2012

Manhã Clara

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Lá fora irradia o dia
florindo em encostas sombrias alegrando a primavera.
Depois de uma noite de chuva serena e calma a brisa exala fria. O dia amanhece quente e confortável deixando ao alcance dos olhos uma paisagem serena e um cheiro de flores...

Devaneio

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E mesmo assim distante inerte vagando pelos cantos dos meus pensamentos, te procuro em cada esquina em cada olhar em cada momento que o tempo rouba no desespero silencioso e lento que queima a alma e dilacera o vento e espera... e procura insanamente  por um sorriso um sinal  um devaneio  que indique que você irá voltar.

Insignificante

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um dia qualquer...  coisas insignificantes serão apenas coisas insignificantes...

Sonhos

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Abro a janela para deixar que uma brisa entre. Faz calor aqui, ainda é de madrugada e há um silêncio confortável lá fora que, por hora, é interrompido apenas por sussurros da noite. Posso ver que cai suavemente alguns pingos de chuva, tenho o ímpeto de ir até lá, sentir o frescor do quase orvalho. A rua está deserta e as formas continuam sombrias. Por um instante sinto aquela vontade que me ascende, às vezes, de ir embora, de sentir meu espírito vagando pelos cantos, de ir para um lugar, que não sei ao certo onde, nem porque, mas é aquela vontade insana de partir, de fugir daqui por algum motivo. Fico um bom tempo olhando pela janela vendo a chuva fina que cai inconstante, admirando os sons da primavera. Faz uma noite linda, escura, daquelas que me envolve por completo e me deixa vagante por meus pensamentos insanos. Por algum tempo detive meu olhar na paisagem noturna, mas logo meus pensamentos me fizeram voltar para o que me despertou, naquela hora da noite, naquele silêncio moribundo. …

Paisagem

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E será mesmo que são apenas palavras? Ou um gesto incontido no olhar. que denunciam as formas mais obscuras do meu próprio ser. Será que é só o vento lá fora? Formas serenas na chuva mansa de primavera? Ou sonhos desfeitos na paisagem mais bela.

Nem Melodias

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E de repente não há mais sons nem melodias... as canções se perdem mórbidas no desespero e a alma, inquieta, se entrega se consome nesse silêncio

Olhar vazio

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E não era mais que um olhar vazio e uma sede ardente de sentir teus lábios... Um desespero por gritar seu nome  até que todas as estrelas pudessem responder  em um eco uníssono  que traria você de volta pra mim.

Disfarces

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E de repente aquela saudade aquela vontade de ligar só para ouvir uma voz aquele desejo de quebrar mais uma promessa... Quando os sonhos todos são apenas disfarces para não se pensar na ausência que grita sufoca dentro da alma.

Valsa

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E dentro da mente os pensamentos dançam uma valsa serena e vagante enquanto o vento sopra  e balança meus cabelos  na melodia arrítimica  que pulsa meu coração.

Borboletas

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E você passa metade de sua vida tentando alcançar as borboletas quando enfim as apanham,  percebe que sua beleza era exatamente ser livre...


Lembrança

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Essa lembrança que nos vem às vezes... folha súbita que tomba abrindo na memória a flor silenciosa de mil e uma pétalas concêntricas... Essa lembrança...mas de onde? de quem? Essa lembrança talvez nem seja nossa, mas de alguém que, pensando em nós, só possa mandar um eco do seu pensamento nessa mensagem pelos céus perdida... Ai! Tão perdida que nem se possa saber mais de quem! (Mario Quintana)