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Mostrando postagens de Maio, 2012

Pela Janela

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De repente, não mais que de repente...
as palavras aos poucos surgem na memória como pensamentos desconexos. Eu me pergunto sobre a direção do vento, sobre a ausência do luar, não quero pensar em nada que me faça sentir, mas é inevitável desviar por tanto tempo o olhar... Não há estrelas nessa noite fria, de outono...  Eu gosto do outono, é a estação mais sombria e perversa, carregada de devaneios insondáveis. As pessoas ficam tensas na expectativa do inverno e eu, particularmente, me divirto com a nudez dos jardins, como se as flores estivessem em um apelo silencioso e quieto pela atenção que há muito não recebem. Os parques ficam mais convidativos, não sei dizer ao certo se pela ausência de pessoas ou simplesmente porque a beleza mórbida das folhas secas dançando no vento me fascinam. Mas é "de noite que tudo faz sentido", gosto das noites frias e mergulhadas na ausência. E me sinto relativamente bem quando somente as fotografias me fazem companhia. Posso ouvir o som da cidad…

Vida

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Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.


Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas que eu nunca pensei que iriam me decepcionar, mas também já decepcionei alguém.


Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, e amigos que eu nunca mais vi.


Amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.


Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, e quebrei a cara muitas vezes!


Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).


Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida. E você também não deveria passar!


Viva!!


Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante. (Augusto Branco…

Não me esqueça

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Eu gosto de fechar os olhos
com aquela canção suave entoando
e o brilho da lua entrando pela janela
tocando meu rosto junto a brisa.
Gosto de imaginar momentos
e inventar melodias serenas
quando posso ouvir a vez suave
ao som de acordes desconexos.
É, faz algum tempo que as palavras não viram poesias...
já que meus pensamentos não se rendem tanto à melancolia,
mas as vezes é a sensação do vazio que preenche
mesmo que lá fora as flores balançam nos jardins.
A vida mudou dentro de mim,
mas eu ainda sinto falta
de quando podia encontrar meu amor nas estrelas.
As lembranças são mais secretas
tive que continuar seguindo
olhando as fotos foscas na estante
e me limitando à momento como estes:
quando a lua vem trazer o brilho do olhar que se perdeu pela estrada
e nas estrelas consigo ouvir o som de mil sorrisos
implorando: 'Viva, mas não me esqueça!"...