Máscaras

Eu fecho as portas impedindo que o vento venha me fazer companhia
sento-me no chão sob a janela e ouço o movimento da rua
carros passam velozes, querendo matar o tempo
mas para mim o tempo parece não passar.

A música não satisfaz a ansiedade
sinto a dor estraçalhar meu corpo
sinto a invadindo cada segundo do meu pensamento 
me transformo em refém de mim mesma
violento minha alma com acusações...

"Meu coração não quer deixar, meu corpo descansar"
minha voz soa fraca quando intento um grito
eu já não sei dizer onde estou, nem porque
estou perdida nesse abismo de desilusão.

Está tudo tão quieto que já não posso ver
as sombras pela janela formam figuras estranhas
me divirto com as lembranças
me destruo com a saudade... 

A solidão assassina minha esperança
está escuro demais para continuar
uma nuvem negra sobre minha cabeça me faz desabar
e eu tenho medo
e eu quero parar...
mas o dia amanhece cinza me obrigando a levantar
arrastando minhas convicções num disfarce
as pessoas me veem caminhando 
para algumas levanto os olhos com um sorriso forçado
mas dentro de mim existe uma força que ameaça
que é maior que vontade de seguir
e eu só preciso parar por alguns segundos
e recolocar as máscaras e fingir
é... está tudo bem... 
isso é tudo que eu ouso a dizer.

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