Docemente

Todos os dias eu te procuro
na mesma janela em que me deixaste à sua espera
mesmo quando meus olhos se perdem no escuro
e sem você minha canção se oblitera.

O silêncio invade angustiante e vazio
enquanto as horas passam impedindo-me de te buscar
componho as notas da melodia que te envio
arquejando que a sinfonia te faça voltar.

Na solidão que desvairada me domina
inebriante na nostalgia de tua essência
quando o ensejo da madrugada se procastina
deixando-me esvaecer em tua ausência.

As horas passam, o tempo foge e só fica o devaneio
que afadiga-se por descobrir os vestígios que ficaram
na estrada que sementes ainda floreio
no mesmo encanto quando nossas mãos se tocaram.

E todos os dias eu te procuro nas janelas
que voluptuosamente aguardo você surgindo
seguindo seus passos entre ruas e vielas
para nada além que docemente te ver sorrindo.

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