Horizontes

Faz tanto tempo
E não tanto tempo assim...
Ainda posso sentir as estrelas brilhando em teu olhar
Daquela maneira, quando você olhava para o horizonte
E com rubor nas faces descobria-nos olhando na mesma direção.
Eu posso procurar por mil caminhos
Que jamais reencontrarei calor como do teu sorriso
E como eu amava lhe ver sorrindo
Perdia-me por segundos eternos em tão insondável doçura.
O tempo não passava
E passava tão rápido...
Assim nessa contradição de pensamentos.
Eu sinto as lembranças arrancarem a realidade de mim
Quando fecho meus olhos para apreciar do teu abraço
E imagino...
Não mais que de repente, você surgindo
Irradiando teu perfume pelos jardins adormecidos.
Eu abro os olhos e vejo pela janela
O dia nasce inconstante no tempo
Faz frio aqui dentro
Mas não sei dizer...
Canções vazias espalhadas no vento
Lá fora há silêncios que não ouso descrever
E é só mais um momento
Um vacilo do pensamento
Que insiste em se alimentar da saudade de você.
Eu abro os olhos e olho a chuva pela janela...
Sinto as flores implorando para adormecer
Se esconder no recôndito do silêncio
Até que chegue, nua e bela primavera
E talvez volte a florescer
Mesmo que já não ouso a dedilhar sementes.
E não sei dizer se é porque está mais frio
Ou se a magia dos vendavais que deixam os dias mais vazios
Acordei com as imagens de um sonho com você
E te procurei pelos mesmos horizontes
Que por vezes encontrei o teu olhar
E somente os raios melancólicos do sol ainda vagam tristes por lá
E até pelos ventos frios e silêncios
Tentei te buscar compungidamente
Mas os ecos insistem em responder meus gritos
Dizendo que já não posso te encontrar.

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