Novamente

Estou me sentindo sozinha
daquela forma que dilacera o peito
e deixa o vazio agoniante nas entranhas da alma.
Eu sinto a morte agarrando meu pescoço
e me dizendo
"é apenas mais um que se vai"...
mais um dos poucos que fui capaz de amar.
Sinto-a me invadindo
com suas risadas e corais
consumindo tudo o que vem pela frente
intrigando tudo o que fica para trás
e me suicido em minha completa ignorância
que não me permite decifrar os seus mistérios
arrogantes
alucinantes
cativos...
E sinto-me esmorecer como uma névoa
com letras e canções incoerentes
perdidos nesse desconexo inexato
insensato...
buscando por horizontes frios algum ponto de fuga
desses sinos que marcam suas baladas incompletas,
dos sons do flautista na cerca de vime
que insiste em entoar
"é hora de ir
soltem-se as mãos"
e nada faz parar
essa dor que arrebata e arranca todos os sentidos.
E não adianta mais correr para os braços quentes
não adianta mais abrir as portas para o sorriso
os olhos se apinharam
os lábios se calaram
e as mãos estão frias demais...

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