Enxurradas

faz minha cabeça
Instantaneamente as ruas se alagam
E as pessoas correm,
Já não posso ver o pôr do sol
Tomado pela chuva de outono,
Passageira, intrigante.

E eu olho e não vejo...

As portas dos comércios se fecham
Um vento passa sorrateiro
E é só uma brisa que carrega lembranças...
Lembra-se de quando nos dias de chuva nós corríamos desgovernados pela enxurrada?
E encharcados das poças, caminhávamos abraçados?

Agora é só uma saudade que fica nesse dia sombrio
Quando as canções não fazem mais sentido
E, despedaçados, um a um os sonhos se perdem...
Parece tão pouco o tempo que passou,
Que as histórias que preenchem as páginas vazias
Vagam por um desconhecido inconstante.

A chuva lá fora encanta em suspiros
E em devaneios de solidão banhados de saudade
E as horas passam trazendo a noite fria
Que se despedem das lembranças
Levadas na correria das enxurradas...

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