Fotos

Ontem fez frio à noite. No meu quarto a meia luz eu me deitei no chão, ouvia um som alto (The Uforgivem II - Metallica) e rabiscava algumas palavras no meu caderno de poesias, mas não saiu nada que presta só lamentos! Espelhei algumas fotos pelo chão, o volume do som era proporcional a minha dor. Passava das dez, um vizinho reclamou, disse que ia chamar a policia. Eu ri com sarcasmo, não me importo. Aumentei o volume um pouco mais.

Sentia o frio me dominando, meus olhos já inchados refletiam o desespero. Ninguém mais ousou me incomodar. As fotos não transmitiam o calor no abraço, me olhavam instigadamente com o mesmo olhar imóvel, sem brilho, não me satisfaz, mas foi o que restou. Eu fechei os olhos para imaginar, está além do que eu posso ver, além do que eu possa sonhar. Minha mente me prega algumas peças, sinto que ele estava lá, mas eram só fotos. Eu queria gritar, queria sair correndo, queria impedir que meu corpo definhasse naquele desespero...

O frio quebrava alguma coisa por dentro do corpo, o cd acabou e desligou-se automaticamente, mas nem percebi. Estava de olhos fechados, olhando as estrelas embaçadas pela neblina da madrugada, queria que tudo acabasse ali, naquele pensamento.

O gosto na madrugada impregna em minha boca, falta pouco para amanhecer e quebrar o silêncio, mas o frio não se quebra mais... Agora é só saudade vagante pelo infinito, sonhos quebrados, silêncios e fotos...

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