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Sobre... como assim 2019 está acabando?!?

Quando estava findando 2018, uma das minhas "promessas" para 2019 era voltar escrever em meu blog periodicamente. Isso porque eu me sinto bem quando estou escrevendo é como uma terapia pessoal que me faz refletir muito sobre as coisas que vivencio e, principalmente, sinto.  Uma das coisas que sinto muita falta hoje em dia é poder me encontrar nas palavras. Por muito tempo, ler e escrever era meu refúgio. Fiz muitos amigos na "era da blogosfera", alguns que se perpetuam pelas mudanças do tempo e da vida, mas acima de tudo, eu conseguia lidar melhor com o "eu" que mantenho adormecido em mim.  2019 está acabando e tudo o que fiz foi escrever algumas poucas poesias, como já era de eu esperar, eu não levo muito a sério minhas resoluções de fim de ano, embora, categoricamente, a lista para 2020 já possuí uma gama de itens.  Eu sou uma pessoa muito metódica. E, não, isso não é algo bom. Já vi algumas pessoas falando "eu sou metódica" em uma entrevista…
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Eterno Outono

Tão repentina parecia
Essa visão trágica pintada diante de meus olhos Entre folhas murchando, eu havia encontrado meu amado Ensanguentado e pálido caindo para sempre
Tão silencioso...
Ciente da minha presença Ele se virou para mim Seu olhar agonizante Um último suspiro E ele sussurrou "Tudo morre"
Diante dos meus olhos cheios de lágrimas Mortos e silenciosos Uma dourada folha de outono caindo Essa beleza murchando Este eterno outono Tão silencioso...

Sob o silêncio de Brumadinho

Pintaram de marrom meus sonhos Pintaram de sangue meus lírios Reescreveram minha história sob escombros Drenaram a vida dos meus rios.
Me produziu, prometeu andar comigo Me seduziu fazendo que eu acreditasse em seu amor Estendeu a morte por todo o meu caminho Deixando um rastro de lama, sangue e dor.
Sua ganância levou embora meus filhos E agora com seu ouro frio quer nos comprar Não me venha propôr seus golpes frios Seu dinheiro não pode nos calar.
E se pra você vale tudo nesse jogo Não vamos nos render à suas regras Pagarás o que deve ao meu povo E custará bem mais que suas moedas.

Sociedade adormecida

Não há sementes, não há valores fique em silêncio, ouça os rumores.
São os gritos das crianças que sentem fome  e as lágrimas das mães humilhadas, são os silêncios dos idosos abandonados em qualquer canto sórdido, são as memórias da pátria esquecida,  prostituída nos livros... 
Histórias que se repetem, aplausos.
Odeio a  névoa de ignorância e a ingratidão que se estampam nos olhares. Odeio o senso de supremacia arraigados no ego.  Odeio a falta de empatia e a superioridade contida na voz.  Odeio o respirar, o farfalhar o existir.
Bando de hipócritas medíocres incoerentes.  Rezam toda noite mas atiram pedras em cada amanhecer. Suas roupas de grifes e perfumes importados não escondem a podridão que sai de você.  Seu hálito fede a cada palavra que vomita.
Odeio a desinformação mitigada pelas conversas, a farça desenhada nas entrelinhas, o disfarce sensoriado na novela. 
Odeio a massa que lhe segue hipnotizada, manipulada... 
Enquanto você existir, toda uma nação será vendida  e a pátria amada,  idolatrada  …

Saudade

Sabe aquela saudade que vem impregnada nas notas das canções? E quando o vento sopra tão suave que as flores todas em seus jardins parecem agradecer a brisa? Eu podia o sentir tão perto que acreditei ouvir sua voz entre as melodias... Ou são só os acordes que traziam momentos tão vivos na memória que se eu fechasse os olhos poderia voltar no tempo para o ter mais um segundo... E eu permaneci assim em silencio, tentando reviver as formas, as paisagens, as lembranças... Porque por mais que a vida tenha o tirado do alcance dos meus olhos, nunca, tempo algum, ou qualquer movimento será capaz de afastar do meu coração. A vida doi sem você aqui. A saudade as vezes e cruel... o tempo sufoca e é como se o ar não fosse suficiente para me manter viva...  Eu te amo, e hoje eu daria tudo para te ver sorrindo por mais um minuto.

Renato Russo - O Filho da Revolução

Iniciei o ano com uma leitura regida de história e contexto, em tons suaves, ou nem tanto, que me deu outra visão sobre a música brasileira, principalmente sobre as bandas de rock nacional, minhas prediletas. Não que eu não goste, ou tão pouco me emocione com a MPB, que além do rock, é o único estilo que consigo ouvir, mas pautado na história e com um gosto tão cru, mergulhar nessa leitura me fez enxergar sentidos que até então não conhecia.

A Legião é a banda da minha adolescência, juntamente com Capital (coincidência?) e talvez por isso eu senti tanta expressividade no livro. Quando conheci Renato Russo, eu tinha meus nove anos, mas me lembro com clareza do fatídico 11 de outubro de 1996 e parte de minha história foi escrita regida ao som do poeta. 

Confesso que lendo essas páginas eu perdi um pouco o sentido de representatividade. No fundo, Renato era o boysinho da cidade e não o João de Santo Cristo. Nascido em família de classe média, seus conceitos foram baseados em experiências a…

Ainda dá tempo de salvar suas promessas de ano novo

Não é incomum traçarmos inúmeras metas na virada de ano e criarmos várias expectativas sobre nossas resoluções de ano novo. Com a mudança do ano renovam-se nossas forças, nossas emoções e ideais e sentimos o desejo de realizar algo diferente em nossas vidas. 
Seja em âmbito pessoal, profissional ou acadêmico sempre iniciamos o ano um objetivo a cumprir, mas com o passar dos dias, a motivação e empolgação de recomeçar dá lugar a um hábito de postergar e/ou abandonar aquilo que planejamos. Quem nunca prometeu perder todos aqueles quilinhos que vem se acumulando ano após ano? Ou afirmou que iria aprender um novo idioma, ou concluir um novo curso, engajar em um projeto super inovador, ler 1 livro por mês ou colocar todas as séries do Netiflix em dia (essa é realmente uma meta muito ousada)? Todos nós temos planos que são frustrados pela falta de comprometimento e desmotivação que acabam anulando nossa capacidade de alcançar a linha de chegada de nossas metas e isso não ocorre porque som…