Quando estava findando 2018, uma das minhas "promessas" para 2019 era voltar escrever em meu blog periodicamente. Isso porque eu me sinto bem quando estou escrevendo é como uma terapia pessoal que me faz refletir muito sobre as coisas que vivencio e, principalmente, sinto.
Uma das coisas que sinto muita falta hoje em dia é poder me encontrar nas palavras. Por muito tempo, ler e escrever era meu refúgio. Fiz muitos amigos na "era da blogosfera", alguns que se perpetuam pelas mudanças do tempo e da vida, mas acima de tudo, eu conseguia lidar melhor com o "eu" que mantenho adormecido em mim.
2019 está acabando e tudo o que fiz foi escrever algumas poucas poesias, como já era de eu esperar, eu não levo muito a sério minhas resoluções de fim de ano, embora, categoricamente, a lista para 2020 já possuí uma gama de itens.
Eu sou uma pessoa muito metódica. E, não, isso não é algo bom. Já vi algumas pessoas falando "eu sou metódica" em uma entrevista…
Tão repentina parecia
Essa visão trágica pintada diante de meus olhos Entre folhas murchando, eu havia encontrado meu amado Ensanguentado e pálido caindo para sempre
Tão silencioso...
Ciente da minha presença Ele se virou para mim Seu olhar agonizante Um último suspiro E ele sussurrou "Tudo morre"
Diante dos meus olhos cheios de lágrimas Mortos e silenciosos Uma dourada folha de outono caindo Essa beleza murchando Este eterno outono Tão silencioso...
Essa visão trágica pintada diante de meus olhos Entre folhas murchando, eu havia encontrado meu amado Ensanguentado e pálido caindo para sempre
Tão silencioso...
Ciente da minha presença Ele se virou para mim Seu olhar agonizante Um último suspiro E ele sussurrou "Tudo morre"
Diante dos meus olhos cheios de lágrimas Mortos e silenciosos Uma dourada folha de outono caindo Essa beleza murchando Este eterno outono Tão silencioso...