Palavras rasas sobre relações rasas.

Se tem uma coisa que me deixa pra baixo, são os relacionamentos rasos. Eu sempre fui uma pessoa de extremos, ou é, ou não é. Ou está ou não não está. Meio termos, em meu conceito, não é mais que um dos disfarces da indecisão.
Claro, pensar assim já me trouxe vários problemas e, vez por outra eu engulo tudo o que penso, ou acho, apenas para evitá-los, afinal eu posso estar errada e, convenhamos, ninguém gosta de estar errado.
Cada dia mais tenho buscado a ouvir mais, a entender os pontos de vista e as situações alheias antes de decretar a minha vil sentença. Tenho aprendido, mas isso não é do dia para noite, ainda me pego lidando mentalmente com meu antigo eu, com pensamentos e, até mesmo, atitudes que repudio. E, embora em passos lentos, muitas vezes contra minha vontade, procuro refletir e pontuar meus erros e como isso afeta as pessoas à minha volta.
Mas, voltando aos relacionamentos, rasos, eu me pergunto muito porque não consigo manter um estado morno com as pessoas. Não seria de todo ruim, talvez até tivesse uma coleção maior de amigos e aprendesse ainda mais com a diversidade, mas a verdade é que morno, pra mim não serve nem para temperatura do chuveiro. Coisas mornas tende à esfriar rápido e, nesse caso, ou deixa esfriar de vez, ou será preciso de um reaquecimento. Quando chego a este ponto, eu começo, mesmo que inconscientemente (ou nem tanto) a me afastar. Travo reviravoltas imensas em minha mente, mas que quase sempre termina com um mero 'ok', ou nem isso. Eu espero que o esforço venha, e se eu me afastar não causa impacto, então eu dou mais um passo atrás, mais outro e outro, até estar completamente distante. Eu também me afasto, assim como vejo as pessoas se afastarem, pouco a pouco, como o calor esvaindo de uma xícara de café. Uma atitude aqui, uma  palavra mal dita ali, um comportamento indiferente acolá e de repente ninguém sabe mais onde tudo se perdeu. Como uma brisa que passa sorrateira, como um silêncio que se instala confortável... "Quando se vê, já são seis horas", dizia o poeta... e aquilo que dizias ser eterno, ficou esquecido no tempo...

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