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E Se Vão Cinco Anos...

Eu coloquei uma daquelas canções que tem o som da sua voz e o hoje o dia amanheceu tão cinza, como se cada segundo tivesse a única função de me lembrar você. Fecho os olhos e me pergunto, aonde está você agora? 
São cinco anos! Nem parece tanto tempo quando  penso em seu sorriso ou procuro seu olhar nas estrelas. Mas quando a saudade arde no peito parece que há uma eternidade que não tenho você aqui. Tem dias que me vejo esperando você voltar pra mim, como se todo esse tempo fosse apenas uma pausa na realidade e tudo não passasse de um sonho, um sonho ruim do qual desejo acordar todos os dias. 
São cinco anos e eu ainda não me acostumei com sua ausência. Todos os dias eu olho no espelho seu nome gravado em minha pele, pedindo para que a saudade se cale dentro do peito e silencie a falta que você me faz.
Eu me lembro de você quando escuto uma música nova e sei que ia gostar. Me lembro quando as antigas canções tem o som da sua voz. Eu fico imaginando o que você diria daquele novo filme ou se eu conseguiria fazer você ler meu novo livro favorito. Eu me lembro de você quando o mundo está em silêncio, quando não há flores nos jardins, ou quando é primavera. Nos dias frios o teu perfume está na brisa e nos dias quentes, seu olhar está em cada esquina. E eu te procuro... te procuro em cada momento para aplacar o desespero que bate as vezes, ou quase sempre, por não ter você.
As fotografias que restaram não satisfazem mais a ânsia por te ver, por um minuto ou por uma vida. As vezes é quase impossível continuar nessa estrada sempre sombria que não me leva a lugar nenhum.
São cinco anos sem você, meu anjo, e não houve um só dia em que eu não trocaria todos os tons, todas as notas, todos os sons, todas as cores, daria todo o silêncio e todas as canções por mais um minuto do seu sorriso.


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