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Big Data - Porque o profissional de TI deve se interessar.

Big Data - O que é isso?
Lidar com grandes fluxos de informação pode ser um desafio alarmante e, com a crescente atividade na era virtual o fluxo de dados trafegados pela net, no triênio 2012-2015 tende a crescer 296%, e percebemos que isso está realmente ocorrendo. A internet tornou-se a principal fonte de comunicação e informação espalhando bilhões de bits por nanosegundos nos quatro cantos do globo. A questão é como gerenciar, armazenar e tornar toda essa informação disponível? 

Segundo o site da IBM "o Big Data é um termo utilizado para descrever grandes volumes de dados que ganha cada vez mais relevância a medida que a sociedade se depara com o aumento sem precedentes no número de informação geradas a cada dia. As dificuldades em armazenar, analisar e utilizar grandes conjuntos de dados tem sido um considerável gargalo para as companhias." 

Rodrigo Arrigoni, especialista nessa tecnologia, diz, em uma entrevista para a RevistaW, que um dos primeiros exemplos práticos do Big Data é o Projeto Genoma (um estudo realizado por diversos países com intuito de desvendar o código genético - animal, vegetal, fungos, bactérias, vírus e humano - iniciado na década de 80), porém em 2003, quando a percepção de que o volume de informações dobravam de valor muito rápido, que esse termo foi difundo. 

Se voltarmos a década de 90, quando a Nasa colocou em questão o tema do Big Data, havia uma proporção de 1 computador para milhares de pessoas, hoje, numa inversão direta dessa curva, há vários equipamentos disponíveis para uma só pessoa. "Pense no que tem de computação no carro ou no celular, e então você realmente verá que o mundo só gera informação." (Rodrigo Arrigoni)

Nesse contexto, as grandes empresas chegaram à sutil conclusão de que "informação é poder". Se, de um lado as tecnologias multiplicaram o volume de informação gerado, por outro lado as companhias se empenhavam em descobrir como lidar com todos esses dados gerando um conteúdo útil à tomada de decisões e encaminhamento de estratégias viáveis ao negócio. Esse interesse provocou a procura por especialistas em análise de dados e ainda movimentou ainda mais o mercado para adaptações que permitissem a implantação do Big Data. A Gartner estima que, pelo menos, quatro milhões de vagas diretas em Big Data serão abertas nos próximos três anos, provocando também o aquecimento do mercado de forma indireta. Além de altos conhecimentos em computação e programação, o profissional nessa área deverá ter habilidade com números e probabilidades, analisar dados com precisão, nessa imensidão chamada internet, não é mais tarefa simples.

Para esclarecer a abrangência do Big Data, a Infowester publicou um artigo resumindo o assunto em aspectos que conseguem descrever satisfatoriamente a base do conceito: os cincos 'Vs' - volume, velocidade e variedade, com os fatores veracidade e valor aparecendo posteriormente. O aspecto volume trata da quantidade de dados gerados necessitando soluções de armazenamento contínuo; velocidade define a rapidez com que os dados precisam ser acessados, permanecendo disponíveis; variedade apresenta a diversidade dessa informação que precisa ser tratada como parte de um todo; veracidade determina que os dados obtidos e "cruzados" precisam ser confiáveis para gerar informações precisas e, por fim, valor agrega o benefício significativo que compense os investimentos.

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Fonte: IBM
Em nosso país, a maturidade do Big Data ainda é baixa. A principal dificuldade para o projeto decolar, segundo uma pesquisa da Gartner realizada em São Paulo em maio deste ano, advém do levantamento real do valor que a iniciativa agrega ao negócio, da falta de estratégia e da escassez de talentos especializados, sendo estes os três maiores desafios que as instituições enfrentam para as implementações.

Ian Bertram, vice-presidente de pesquisas da Gartner, afirma que o assunto gera entusiasmo, principalmente nos executivos de áreas de negócios, quando o assunto é dar inteligência aos dados, no entanto, excitação e medo geram conflitos, tornando as adoções mais lentas. “A estratégia para Big Data ainda está muito ausente nas empresas porque elas não sabem onde aplicar o Big Data”, acredita Rom Linhares, que lidera esse assunto na HP Brasil. O executivo diz ainda que as empresas precisam integrar as áreas de negócio e TI e assim conseguirão aclarar como a organização pode se beneficiar do uso de dados analíticos. 

Pesquisas globais do Gartner, realizadas em 2012, revelam que 58% das organizações entrevistadas disseram que investiram em algum tipo de solução para análise de dados. Em 2013, esse número subiu para 64%, ou seja, 2/3 das companhias abordadas compraram alguma ferramenta para tratar dados.

Finalmente, com a multiplicidade de dados em alta velocidade aumenta o debate sobre a possibilidade de surgir uma espécie de "poluição informacional". Segundo Arrigoni, é importante acabar com o desperdício de informações criando soluções on e off-line para processar tudo isso sem congestionar a web de forma que não se atenha apenas às mudanças do cenário de TI, mas também nos processos de negócios, viabilizando a extração de valor e geração de vantagem competitiva para as empresas envolvidas.

Um comentário:

  1. Quando eu era desse mundo de TI estudei um pouco de Big Data, achei muito interessante, seu textos está muito bem escrito! Amei.

    Além disso, vim te convidar para ver minha página no blog pois indiquei seu blog para um Selo na qual fui indicada também, caso você goste e queira (não é obrigatório) participar da blogagem, fique a vontade, gosto muito do seu blog. Beijos
    http://gotinhasesperanca.blogspot.com.br/2014/07/selo-premiacao-blog.html

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