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Invenções

Trago meias verdades rabiscadas em papel perfumado,
mas não adianta confessar crimes passados
se as feridas teimam em permanecer
nesse tempo que passa lento.
Lá fora faz chuva,
mas a tarde está quente.
Histórias incompletas de meias verdades vividas
e a outra metade que eu imaginei
com palavras disfarçadas
com sentimentos perdidos
e com os sonhos desfeitos...
Tudo num vazio constante
num passado intrigante
e já não sei se é esse tempo
ou essa música,
nem sei se é o perfume no vento
ou uma vontade de fugir e refugiar em dores antigas...
Relembrar já não faz sentido
porque eu não consigo saber
o que foi real
e o que eu sonhei.

3 comentários:

  1. "Mas o tempo sabe bem como curar a ferida que insiste em sangrar, mas vai fechar"

    Uma coisa que eu sempre acreditei.. pode ser ridículo, mas aprendi com o próprio tempo... e uma música me fez perceber isso..
    Depois ouça de quiser..

    Recados do tempo - Isabella Taviani
    Bjs!



    Ah... tem post novo lá no meu blogger! dps dá uma passadinha lá e me diz o que achou!
    http://humilitate.blogspot.com

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  2. "porque eu não consigo saber
    o que foi real
    e o que eu sonhei."


    lindo isso, de verdade.

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  3. Li esse post numa comunidade no orkut... achei perfeita a junção voraz do sentimento com a leveza das palavras...
    to te seguindo... boas leituras nunca são demais :)

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