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Armadilhas do Linkedin na busca de emprego

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Estamos vivendo uma era que beira o desespero. Segundo o IBGE, ao findar julho deste ano, havia 26.5 milhões de pessoas desempregadas no país. Embora, ainda segundo o órgão, esse número tenha caído em relação ao mesmo período de 2016, a pesquisa mostrou que a qualidade de vida dos empregados atuais também caiu. Isso me faz pensar e, até mesmo, entender algumas reações que tenho observado continuamente.
Como usuária ativa e adepta da plataforma Linkedin, percebi que no último ano a quantidade de postagens na rede aumentou muito, mas, infelizmente em contrapartida, a qualidade diminuiu exponencialmente. Hoje observo o quanto as pessoas são capazes de aproveitar da ‘desgraça’ alheia para conseguir seus 15 minutos de fama. Óbvio, não cabe generalizações aqui. Algumas pessoas realmente tem o intuito de ajudar o próximo, contar experiências e compartilhar conhecimento, mas alguns nomes que surgiram atualmente já mostraram suas “garrinhas” depois de um ou dois meses de postagens periódicas…

Palavras rasas sobre relações rasas.

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Se tem uma coisa que me deixa pra baixo, são os relacionamentos rasos. Eu sempre fui uma pessoa de extremos, ou é, ou não é. Ou está ou não não está. Meio termos, em meu conceito, não é mais que um dos disfarces da indecisão. Claro, pensar assim já me trouxe vários problemas e, vez por outra eu engulo tudo o que penso, ou acho, apenas para evitá-los, afinal eu posso estar errada e, convenhamos, ninguém gosta de estar errado. Cada dia mais tenho buscado a ouvir mais, a entender os pontos de vista e as situações alheias antes de decretar a minha vil sentença. Tenho aprendido, mas isso não é do dia para noite, ainda me pego lidando mentalmente com meu antigo eu, com pensamentos e, até mesmo, atitudes que repudio. E, embora em passos lentos, muitas vezes contra minha vontade, procuro refletir e pontuar meus erros e como isso afeta as pessoas à minha volta. Mas, voltando aos relacionamentos, rasos, eu me pergunto muito porque não consigo manter um estado morno com as pessoas. Não seria…

Sobre outras coisas

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Hoje não vou falar sobre política, vamos falar sobre outras coisas. Existe um universo inteiro de perspectivas, ideais e esperanças nos aguardando.

Há muito não escrevo. Já disse antes o quanto sinto falta desse espaço, de poder falar sobre muitas coisas e fazer amigos. Agora que finalizei a faculdade pretendo voltar, talvez um post a cada 15 dias.

Falando em faculdade, acredito que todo estudante um dia pensa que nunca vai acabar. Nunca pensei que quatro anos poderiam demorar tanto, olhando sobre este ponto de vista. Mas acabou e agora parece que foi ontem que estava começando. Desse período eu trouxe boas experiências, uma prova de resistência (e isso conta muito nos dias de hoje), menos certezas do que as que eu tinha quando comecei o curso, excelentes amigos e um diploma para enfeitar uma gaveta qualquer. Até porque, hoje em dia diplomas são meros enfeites. Foram bons anos, apesar das decepções. Foram bons aprendizados, apesar das falhas. Foram boas conquistas. Hoje digo que o qu…

[...] no mais, estou indo embora [...]

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Era sempre...
quando ia chegando a data já se ouvia de longe sobre as comemorações. Nunca conheci ninguém que gostasse mais de comemorar seu aniversário. Embora difícil, ele celebrava a vida... todos os anos à sua maneira...
Ao som de Zé Ramalho, tomando skol e virando um churrasco... era sempre...
A gente sentava e ficava falando de coisas triviais, de planos que nunca  seriam reais, de faz de contas...
E assim ia... todos os anos...

Hoje as canções não tem mais o mesmo sentido. Já nem consigo ouvi-las...

Viu como o dia amanheceu cinza? Ele sempre se intrigava como eu podia gostar mais de dias cinzas,
"deixa de ser boba, menina!" ele dizia... "como alguém pode gostar de dias nublados?"
Hoje o dia amanheceu cinza... e não há o som da sua voz...

Ah, pai... se você soubesse que falta faria...

Se você soubesse como os dias dias perderiam o sentido sem você aqui. Se imaginasse quão vazio ficaria sem sua alegria, suas brincadeiras, seu jeitinho estabanado... se soubesse...

Já d…

Tic...tac...

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Sabe quando no meio do dia você lembra de algo de muito tempo atrás...  é como se alguém apertasse o botão do pause e, embora a vida segue, o silêncio soa mais alto.  Sabe quando esta lembrança te paralisa de forma tão imediata que, tudo, absolutamente tudo perde o sentido repentinamente.... Sabe quando seus olhos se inundam, te falta o ar, some sua voz... assim no meio do dia, ou em uma noite vazia e tudo aquilo que você faz questão de deixar adormecido explode dentro de você.  A foto na estante é tão vazia que você não consegue olhar pra ela e todas as lembranças do que foi e do que poderia ter sido explodem em um caleidoscópio em sua mente...  Você não consegue mais olhar as fotos...  e as lágrimas caem pesadas dos seus olhos porque você não consegue as conter.  E você lembra e relembra  e cada nota da canção que insiste em tocar é o tom da voz que não sabe mais como ouvir... E você lembra...  perdendo todos os seus passos sem rumo em um horizonte que não reflete mais a direção do…

Sobre coisas que eu não queria dizer

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Não sei quantas vezes evitei e adiei falar sobre esse assunto, sei que foram várias. Entre os motivos, por, principalmente, saber que uma parte de mim seria exposta de uma maneira inevitável. Assim como já pensei, várias vezes, em discorrer sobre isso...
Enquanto as palavras surgiam em minha mente, um diálogo rolava quente atrás de mim. Havia me retirado da conversa, incomodada de mais para dizer qualquer coisa. Meu incomodo não vinha das palavras infelizes que a garota insistia em repetir, mas de uma auto análise crítica e inegável que martelava intensamente em minha mente. Eu já fui assim! Insistia meu pensamento de forma vergonhosa e precisa. Tive nojo. Tive nojo da menina, mas tive mais nojo de mim mesma. Como eu ousei?
Não sei dizer como começou a discussão, mas em algum momento a garota estava criticando de forma concisa o sistemas de cotas para os negros, o sistema do bolsa família, a abordagem ao racismo e à violência sexual, principalmente, feminina, a abordagem à homofobia,…

Sobre vizinhos inconvenientes, promessas de ano novo e eleições municipais

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Oito horas da manhã, primeiro sábado do ano, e uma música sertaneja entrando pela janela, aos berros. E eu odeio sertanejo... quem não tem um vizinho inconveniente que atire a primeira pedra. Assim segue meu final de semana, lutando com meus instintos e, algumas vezes, imaginando de várias formas como um acidente no quinto andar mudaria tudo... é, eu ainda não quis matar o cara, mas até consideraria crer em uns exu's da vida se aquela caixa de som explodisse misteriosamente.
Penso que sempre há alguém que nos incomoda, de uma forma ou de outra. Assim como, com certeza, incomodamos alguém, mas algumas pessoas simplesmente passam dos limites. Poxa! Eu nem gosto de sertanejo... O vizinho acorda cedo e liga o som em um condomínio com cerca de setenta famílias, quanta gente ele não incomoda? E, não sei se por personalidade ou por ser um cara chato mesmo, ele nem se toca que o volume não está só alto, está gritante, além de, a maioria das coisas que ele ouve, não deveria ser ouvidas po…

Onde deveria estar

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Quando resolvi pegar um pedaço de papel e uma caneta, percebi o quanto de mim mudou. Parece que foi ontem, as palavras surgiam automaticamente formando ideias desenhadas nas páginas em branco, hoje a maioria delas continuam vazias, esperando... implorando por um pouco de atenção. A vida nos rouba o tempo e isso é irônico.
E não é menos irônico perceber que uma das poucas coisas que podia sentir orgulho, que era a capacidade de criar mundos paralelos em qualquer situação, já não faz parte do meu cotidiano. É quase uma afronta, algumas poucas linhas são capazes de sugar toda a minha imaginação.
Eu não sei dizer, ao certo, quando foi que me tornei "silêncio". Hoje eu olho em minha volta e tudo que sou capaz de ver é uma selva de pedras, empoeirada e barulhenta, com suas pessoas correndo atônitas de um lado para o outro e ainda faço parte dessa massa navegando em uma correnteza que não leva à lugar algum.
Depois de algum tempo a gente percebe que falar de mais incomoda, na ve…

Sobre crianças que usam facebook

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Outro dia, eu li uma reportagem falando sobre uma criança de dez anos que fôra exposta à uma situação constrangedora. Por sorte, ela não fôra aliciada, mas teve sua inocência invadida por um “coleguinha” um pouco mais velho que a convidava a ir na sua casa, com propostas, evidentemente, mal intencionadas. Por sorte também a garota perguntou à mãe se poderia ir, e contou que o colega havia lhe chamado no facebook. A mãe dessa criança de classe média é uma trabalhadora, com outros três filhos menores, que tem de cuidar sozinha e precisa de entreter a criançada. Na casa possui internet e um computador de segunda mão, além do celular da jovenzinha, ganhado de natal por ser uma boa garota e ajudar nas tarefas de casa. A criança tem hábitos caseiros, chega em casa e já pega o celular para conversar com as amiguinhas no whatsapp e curtir coisas no “feice”. Ela não gosta de televisão, não fica na rua e isso já é algo bom. Ou nem tanto. A mãe, que informou que os filhos mais novos (de oito…

O Clone de Cristo - J R Lankford

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Um microbiologista viaja até o Vaticano e tem a chance, única chance, de coletar alguns fios do Sudário, com o DNA de Cristo. A história tinha tudo pra ser um belo relato de ficção científica, pense: o tão esperado retorno de Messias... mas, apesar do livro chamar “O clone de Cristo” ele conta a história de Mary, uma empregada enxerida e bisbilhoteira que se mete nos negócios de Félix, o microbiologista, e conquista o direito de ser a mãe de aluguel do clone.
Se não bastasse a mulher chamar “Maria” ela era virgem, aos 34 anos, insegura, problemática e intrometida (onde foi que já vi isso antes). O autor forçou a barra e foi infeliz. Assim como foi infeliz em criar Sam Duffy, o galã mafioso que tinha por disfarce a profissão de porteiro, tinha todas as garotas aos seus pés e ganhava muito dinheiro trabalhando paro o senhor (como é mesmo o nome dele?) do décimo segundo andar. Só que Sam é apaixonado por Mary, que até então a única qualidade era ser uma Cristã fútil que gastava todo o s…